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Roteiro de 3 dias em Ometepe

Até pouco tempo, a Nicarágua era um país pouco procurado por turistas, talvez pela instabilidade política e guerras civils, ou por ser ofuscada pela fama de sua vizinha, Costa Rica. Mas agora, Nica (como é carinhosamente conhecida) já faz parte do roteiro da maioria dos visitantes que desbravam a América Central e Ometepe é um dos destinos mais buscados.

A ilha fica no maior lago da América Central, então não é atoa que o Lago Nicarágua é também conhecido como Mar Dulce. Chegar em Ometepe já é uma pequena aventura, já que é preciso pegar um barco ou um ferry, em uma viagem que demora 1 hora quando partindo do porto San Jorge.

balsa para ilha de ometepe

Ometepe é uma ilha cheia de atrativos e não faltam atividades para preencher o dia, mas se sua passagem por lá for curta, é preciso escolher com cuidado para conhecer o máximo possível. Então veja abaixo nossas dicas para aproveitar 3 dias e conhecer um pouco das belezas dessa ilha:

Primeiro dia

Para quem quer uma vista de 360 graus da Ilha de Ometepe e está e tem um bom preparo físico, um ótimo passeio é fazer um hiking no Vulcão Concepción. Porém não espere moleza, pois essa trilha não é das mais fáceis, mesmo fazendo apenas o trecho até o mirante, que dura aproximadamente cinco horas. E, caso opte por ir até o topo do vulcão, o trajeto fica ainda mais íngreme e difícil, aumentando três a quatro horas na duração. A vista, como já se pode imaginar, é linda, mas é preciso sorte para que a neblina não tampe tudo.

Para fazer todo o passeio (guia + ônibus + entrada no parque), pagamos o equivalente a 14 Dólares por pessoa. Porém, é preciso pesquisar e negociar bastante para conseguir um guia por 10 Dólares.

vulcão concepción em ometepe, nicaragua

Segundo dia

Depois do trekking do dia anterior, nada melhor que descansar enquanto curte as belezas de Ometepe. Você pode fazer esse passeio contratando um táxi, mas nós optamos por alugar uma scooter e foi muito divertido! Pagamos 12 Dólares pela locação, mais a gasolina (aproximadamente 4 Dólares).

A primeira parada é o Ojo de Agua, uma piscina natural de águas cristalinas que vem de um rio subterrâneo desde o vulcão Maderas. Para entrar, paga-se o equivalente a 3 Dólares. Como esse é um destino muito frequentado por locais, aos finais de semana ele pode estar bem cheio, principalmente no período da manhã.

Depois, que tal conhecer uma verdadeira praia de mar doce? A Playa San Domingos é uma boa pedida, com opções de restaurantes para almoço (inclusive comida vegetariana). Se já não fosse incrível estar em uma espécie de mar calmo, com ondinhas bem suaves, e sem sal, ainda tem uma lista vista para o vulcão Maderas.

Por volta das 15 horas, você já deve ir para o último destino do dia: a Punta Jesus Maria. Além de ser outra praia de água doce, é um ótimo lugar para assistir o por do sol.

por do sol na punta jesus maria

Terceiro dia

Já descansado do hiking no vulcão Concpción, que tal um trekking até uma cachoeira? Então alugue novamente uma scooter (você pode negociar dois dias de locação e, com isso conseguir um desconto) e vá para a Cascada de San Ramón, uma queda d’água no vulcão Maderas. A caminhada até a cachoeira demora entre uma hora e meia a duas horas, partindo da Estación Biológica, mas é bem leve.

Na parte da tarde, recomendamos um caiaque ou uma cavalgada, que devem ser agendados com antecedência em uma das várias agências de turismo da ilha.

cachoeira san ramon em ometepe

Se você ficou com vontade de conhecer Ometepe, programe sua viagem para o quanto antes: caso a construção do canal – ligando os oceanos Atlântico e Pacífico – for concluída, um trecho de 88Km irá atravessar o Lago da Nicarágua, gerando vários impactos à região.

15 curiosidades sobre a volta ao mundo

Essa semana completamos seis meses de lua de mel! Muita gente achou que era loucura sairmos do Brasil em plena crise e gastarmos nossas economias numa viagem de volta ao mundo. Talvez seja mesmo uma grande loucura, mas com certeza a loucura mais incrível das nossas vidas!

Quando olhamos para trás e analisamos esses seis meses na estrada, as vezes parece que foi ontem que nos despedimos de nossas famílias em BH e as vezes parece que tem anos que estamos longe. O que não dá para negar é a quantidade de coisas que vivemos nesse tempo! Então, escolhemos 15 curiosidades sobre a volta ao mundo pra contar pra vocês:

Lugares

Quantos países já visitamos: 10

Nosso número oficial são 10 países, mas nessa contagem excluímos a Espanha.

Passamos menos de 48 horas em Madri e estava fazendo um frio muito mais intenso do que as nossas roupas eram capazes de aguentar, então não conseguimos passear muito pela cidade. Paramos por ali, na verdade, porque era a forma mais fácil e barata de sair do México e chegar na Tailândia. Mas essas poucas horas de passeio foram suficientes para nos render momentos engraçados, enquanto fazíamos polichinelo e corríamos pela cidade tentando nos aquecer.

Também não contamos Honduras, já que apenas cruzamos o país para chegar em El Salvador. Mesmo não tendo dormido nenhuma noite por ali, nunca vamos nos esquecer desse dia maluco, quando deu ruim – muito ruim! – com o shuttle.

Quantas cidades conhecemos: 39

A cidade em que passamos mais tempo nessa volta ao mundo foi Chiang Mai, no norte da Tailândia. Foram 20 dias nesse lugar que tanto nos cativou e que vamos sempre lembrar com muito carinho. Claro que já tínhamos brincado de “moraria aqui?” em vários outras cidades que visitamos, mas Chiang Mai foi onde o coração bateu mais forte e deu mesmo aquela vontade de voltar para morar. Quem sabe um dia?

Chiang mai

Passeios

Aventuras: 7

É muito difícil escolher qual foi nossa maior aventura, nesses seis meses de volta ao mundo. Desde o início, foram vários momentos que superaram tanto tudo que eu – Thais – estava acostumada a fazer que fica difícil fugir da expressão clichê: definitivamente sai da minha zona de conforto. E a sensação de vitória em cada uma dessas vezes é o que continua me motivando a continuar, ver qual o meu novo limite!

Se me perguntassem três anos atrás se eu achava que um dia eu ficaria perdida durante um trekking na Colômbia, que subiria um vulcão na Nicarágua, acamparia numa ilha na Tailândia ou faria rapel em cachoeiras no Vietnã, eu provavelmente responderia que não. Imagine, então, se alguém me perguntasse sobre fazer Volcano Boarding e descer um vulcão ativo numa prancha de madeira?!

Volcano boarding

Por outro lado, percebi que nem sempre os limites vão ser superados. Depois de algumas tentativas frustradas de pular numa lagoa, a partir de uma altura de 10 metros e, depois, de 7 metros, aceitei que tenho esse medo e que está tudo bem em ter esse medo.

Praias: 24

Nesses 6 meses conhecemos 24 praias distribuídas entre 5 países: Costa Rica, México, Tailândia, Vietnã e Camboja. Foram tantos lugares lindos e cada um tão diferente do outro, que é difícil escolher a praia mais bonita.

Isla Mujeres, no México, foi um lugar apaixonante, conseguindo superar a beleza do azul de Cancun. Na Tailândia, muitas vezes a beleza da praia perde um pouco do encanto por causa da quantidade de gente – e, talvez por isso, tenhamos amado tanto Koh Rok e ter acampado ali, com a ilha praticamente deserta. Totalmente diferente do tumulto da Tailândia, a Lazy Beach, em Koh Rong Samloen – Camboja, é um pedaço do paraíso com 50 tons de azul e pouquíssimas pessoas, fazendo jus ao título da National Geographic de uma das praias mais lindas do mundo!

volta ao mundo

Lagos: 3

O número é pequeno, mas foram três lagos gigantes e que marcaram muito nossa viagem!

O primeiro lago, que circunda a famosa ilha vulcânica de Ometepe, na Nicarágua, é tão grande que é chamado de mar doce. E, sentados na areia sentindo as ondinhas, dava para pensar que estávamos mesmo num mar calmo.

Na Guatemala, tivemos um contato bem interessante com a cultura Maya nos povoados do entorno do Lago Atitlán. Foram dias tão gostosos que é até difícil acreditar que conhecer Atitlán não estava em nosso roteiro inicial.

O terceiro lago fica na Tailândia, numa região (infelizmente) ignorada no roteiro da maioria dos brasileiros que visitam o país. Nosso passeio no parque de Khao Sok, além da aventura na caverna, incluiu nadar no lado incrivelmente profundo, fazer caiaque e dormir num bangalô flutuante. Se você estiver planejando uma viagem para a Tailândia, fica a dica: inclua o Khao Sok National Park no seu roteiro!

Na mochila

Nossas mochilas hoje continuam praticamente iguais a quando saímos do Brasil para nossa volta ao mundo. Mas tiveram algumas coisas que se perderam, estragaram, ou que precisamos comprar.

Perdemos: 8

Nossa grande perda foi o celular, que resolveu repousar no fundo do lindo mar da Tailândia. A perda não foi pior porque tínhamos todo o backup até a véspera, mas não foi nada bom para o nosso orçamento… Dias depois, descobrimos que a Go Pro (que quase teve o mesmo fim do celular) continuava ligada e registrou todo o momento.

As outras coisas que perdemos tinham valor menor, como chapéu, boné, almofadinha, óculos de sol, fone de ouvido, óculos de mergulho e top de um biquíni.

Estragou ou abandonamos: 8

Logo na primeira semana de viagem, o iPhone do Rafa parou de funcionar. Até tentamos levar uma lojinha de reparos em Bogotá, mas não teve jeito, então ficamos só com um celular por mais de quatro meses (até o incidente no mar, quando ficamos sem nenhum aparelho). Além disso, um tripé pequeno, que levamos do Brasil, quebrou na Guatemala.

Mas também abandonamos algumas coisas: um powerbank antigo que não estava funcionando bem, um hub usb e uma camisa do Rafa que não estavam sendo usados, um sapato que estava machucando o pé e duas blusas de frio que compramos num brechó em Chiang Rai quando o frio nos pegou de surpresa.

Compramos: 18

Alguns itens perdidos ou estragados precisaram ser repostos: dois celulares, tripé, chapéu, boné, óculos de sol e power bank. Também compramos uma bateria reserva para a câmera, uma lente 55-200 e um HD externo para backup (o que trouxemos do Brasil encheu em 4 meses e nossos amigos levaram de volta).

Além disso, duas blusas de frio num brechó em Chiang Rai (que depois foram abandonadas), sapatinhos próprios para molhar (para a aventura em Khao Sok), uma mochila de ataque maior para mim, um cabo mini usb de 3 metros e duas blusas de camelô.

Passa tempo

Series e filmes: 4

Dar uma volta ao mundo significa muito mais do que estar em um lugar diferente a cada momento. Mesmo sem querer a gente muda. Mas o engraçado é que algumas mudanças são, ao mesmo tempo, tão radicais e tão naturais, que só percebemos quando paramos para analisar.

O que mais fazíamos juntos antes da viagem – não só último ano antes do casamento, quando estávamos economizando loucamente – era assistir séries e filmes. Todos os dias assistíamos pelo menos um episódio dos vários seriados que acompanhávamos. Mas foi só colocar as mochilas nas costas para isso mudar radicalmente!

Na Colômbia, assistimos a segunda temporada de Narcos, finalizando em Medellín (o que foi bem legal!). Meses depois, eu – Thais – assisti Gilmore Girls: A Year in the Life. E foi isso, em seis meses!

Filmes assistimos apenas nos voos. Fora os que vimos apenas pequenos trechos, assistimos Procurando Dory e Divertidamente – que, diga-se de passagem, são duas animações lindas.

Livros: 10

Para compensar a pequena quantidade de seriados e filmes, estou conseguindo colocar minha biblioteca em dia.

Acho que não contei aqui até hoje, mas o Kindle foi simplesmente uma das melhores aquisições para a viagem! Antes pensava que não ia me acostumar a ler livros numa tela, ao invés do papel, mas a verdade é que é super prático, tanto para comprar livros novos, como por você ter sua biblioteca toda ali na sua mão pesando quase nada!

Seguindo a indicação de minha mãe e de uma amiga, comecei a viagem lendo a trilogia O século – que é uma aula de história sobre o século XX, super envolvente (Queda de gigantes, Inverno do mundo, e Eternindade por um fio). Gostei tanto que busquei outros livros do Ken Follet e li As espiãs do dia D e O homem de São Petersburgo – ambos bons livros, mas não tão apaixonantes como a trilogia.

Parti para uma leitura mais leve, com O navio das noivas, de Jojo Moyes. Outro livro bom, mas que não chega perto de outros livros da autora, como A última carta de amor, A garota que você deixou para trás (livros é bem mais interessantes do que os títulos sugerem) e até mesmo o conhecido ‘Como eu era antes de você’.

Li também os quatro livros da coleção Millennium (Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo, A rainha do castelo de areia, e A garota na teia de aranha).

Podcasts: 65

Enquanto eu devorava os livros, o Rafa resolveu também colocar em dia sua biblioteca… de áudios! Foram  65 episódios de podcasts como BrainCast, Gugacast, Nerdcast, Troca o disco e Naruhodo.

Outros números rápidos

Onde dormimos:

Couchshurfing: 6
Hostel: 15
Airbnb: 8
Ônibus Noturno: 6
Trem Noturno: 1
Barraca: 1
Aeroporto: 2
Hotel e Guest House: 20

Fenômenos naturais:

Terremoto: 2
Vulcão em atividade: 1 

Fotos e vídeos (tiradas com câmera, celular e gopro) :

Fotos: 41.125 
Vídeos: 3.596

Cortes de cabelo:

Rafael: 5
Thais: 1

Quer saber mais alguma coisa sobre nossa volta ao mundo? Pergunta pra gente.

Retrospectiva 2016

O ano está chegando ao fim e a gente não podia deixar de fazer uma retrospectiva. 2016 com certeza foi um ano cheio de polêmicas e talvez não tenha sido o melhor ano para o Brasil e para o mundo, mas pra gente foi muito especial!

O ano já começou com uma super mudança. Até então, estávamos planejando a viagem, fazendo mapas e roteiros, mas nada concreto… era uma meta, mas ao mesmo tempo parecia ainda um sonho. Mas em janeiro compramos nossa primeira passagem e definimos a data de partida: no dia 29/08/16 partiríamos para nossa lua de mel pelo mundo! Foi em janeiro também que começamos a contar sobre a viagem para alguns familiares.

Em fevereiro nossa cabeça estava a mil! Enquanto curtíamos nosso último carnaval como solteiros, não parávamos de pensar nas coisas que ainda faltavam para o casamento e na volta ao mundo, que agora era real.

Em março, convidamos nossos amigos queridos para serem mais do que padrinhos: eles seriam também os celebrantes do nosso casamento! Aproveitamos esse momento gostoso para contar pra eles nossos planos loucos para a lua de mel.

As coisas estavam correndo bem com quase tudo, mas estávamos inseguros com o decorador que havíamos contratados. Então em abril, faltando 4 meses para o casamento, rescindimos com ele e contratamos a Ju Guedes. Além da correria do trabalho e de tudo que tínhamos que resolver para o casamento, ainda achávamos tempo para pesquisar sobre os destinos que queríamos conhecer, se eles cabiam no nosso orçamento, como ir de um lugar ao outro… e, aos poucos, nosso roteiro foi ficando pronto!

Passado o sufoco de março e abril no trabalho da Thais, em maio conseguimos nos dedicar para finalizar os convites do casamento, que fizemos nós mesmos. Deu muito trabalho, mais do que imaginávamos, mas amamos o resultado!

Além de entregarmos os convites, em junho encomendamos nossos noivinhos personalizados e fizemos a degustação final do buffet.

Julho foi o mês mais intenso até então: despedidas de solteiro, nossos aniversários, chá de cofrinho, última prova do vestido, teste de maquiagem, últimos detalhes para o casamento, rescisão de trabalho da Thaís… foi também quando esvaziamos nosso apartamento e entregamos as chaves para os locatários.

E então chegou agosto, o mês mais importante de 2016. O dia 05 foi o mais emocionante das nossas vidas, celebrando nosso amor e nossa união com amigos e familiares, numa cerimônia linda, graças aos nossos padrinhos, e uma festa super animada! Depois do casamento, os dias passaram rápido, resolvendo os últimos detalhes e despedindo da família e dos amigos. No dia 29, partimos para a Colômbia sem saber exatamente quando voltaríamos ao Brasil.

Passamos a metade do mês de setembro na Colômbia, que foi um ótimo país para começarmos a nossa viagem! Mais rápido do que imaginávamos que seria, começamos a conseguir nos comunicar em Espanhol, e fizemos passeios super legais como o trekking no Valle del Cocora e o walking tour em Medellín. Depois, seguimos para um fim de semana na Cidade do Panamá, antes de seguirmos para a Costa Rica.

Outubro foi o mês mais corrido da viagem:

No dia 01, chegamos à Nicarágua e fomos direto para Ometepe, uma ilha vulcânica que estava no nosso desde o início e onde fizemos um trekking super intenso. Foi ali também que conhecemos a Luzie, que acabamos encontrando novamente por acaso na própria Nicarágua e também na Guatemala. Ainda visitamos Granada, uma cidade colonial bem charmosa, e León, onde fizemos o volcano boarding!

Saímos de León no dia 12, rumo a El Salvador, numa verdadeira aventura por causa de problemas mecânicos na van. Em San Salvador, passamos apenas 4 dias, colocando nossa vida em ordem antes de seguirmos viagem.

Chegamos na Guatemala no dia 16 e, rapidamente, o país se tornou o nosso queridinho. Em 11 dias conhecemos a capital, Antigua, o Lago Atitlán, Semuc Champey e Tikal. Partimos com o coração apertado e com a certeza de que voltaremos com mais calma.

No dia 27, chegamos no primeiro destino no México, que foi uma das ótimas mudanças que fizemos no roteiro ao longo da viagem: San Cristobal de las Casas.

retrospectiva viagem

Se outubro foi a correria de visitar 3 países em um único mês, novembro foi um pouco mais calmo, já que foi praticamente todo no México. Mas ainda assim, conhecemos muitos lugares! Saímos de SanCris para passar o dia dos mortos em Oaxaca, depois visitamos Puebla, Cidade do México, conhecemos Teotihuacan e chegamos na Riviera Maia.

retrospectiva viagem dia dos mortos

No dia 22, nos despedimos do México e, depois de uma rápida passagem por Madri, chegamos na Tailândia no dia 25.

Por muitos motivos, a Tailândia foi o país escolhido para passarmos o maior número de dias: serão ao menos 40 dias por aqui e não nos arrependemos! Começamos nossa viagem por Bangkok, que também serviu de base para conhecermos Ayutthaya.

retrospectiva viagem ayutthaya

Em dezembro, seguimos para Phuket onde, contrariando todas as expectativas, encontramos praias bonitas e curtimos feirinhas bem autênticas. Koh Lanta foi nosso terceiro destino e foi a partir de lá que fizemos um passeio incrível acampando em Koh Rok. A ideia inicial era seguir direto para Ao Nang, mas acabamos incluindo Khao Sok no nosso roteiro… e que ótima mudança de planos!

Encerraremos o ano na companhia de grandes amigos, pulando 7 ondinhas em Koh Samui e pedindo aos céus para um 2017 tão incrível como 2016.

Quanto custa uma volta ao mundo (#2)

Sabemos que a maior dúvida de quem deseja fazer uma viagem longa é quanto custa uma volta ao mundo. Então, nos comprometemos, desde o início, a ser bem transparente com os nossos gastos.

Ao final do nosso primeiro mês, fizemos o post Quanto custa uma volta ao mundo (#1), explicando sobre nosso orçamento diário, como fazemos o controle dos custos e o que significa cada categoria, então se você ainda não leu, vale a pena dar uma olhadinha lá antes.

Quanto custa uma volta ao mundo (segundo mês)

É impressionante como o segundo mês de viagem foi diferente do primeiro! Conhecemos muito mais lugares, mudamos de planos várias vezes e tivemos gastos inesperados. Também achamos mais difícil deixar de fazer alguns passeios, o que aumentou nossos gastos e nos fez fechar o mês em débito. Então, nosso desafio para o terceiro mês é tentar economizar ao máximo sem nos privarmos de muita coisa.

Quanto custa uma volta ao mundo

Começamos o segundo mês ainda na Costa Rica, nos despedindo de Puerto Viejo. Antes de chegarmos na Nicarágua, passamos rapidamente pela Libéria, onde não tivemos muitos custos.

Nicaragua

A Nicarágua é conhecida por ser um país barato. No entanto, seus maiores atrativos não estão nas cidades e os tours podem acabar pesando no orçamento. Em Ometepe, alugamos uma scooter para conhecer a ilha e também fizemos um trekking no Vulcão Concepción (veja esse post aqui). Em Granada, resistimos à vontade de fazer um trekking noturno no vulcão e ver a lava, mas não podíamos ir embora de León sem experimentar o Volcano Boarding, que foi uma das aventuras mais legais até agora (leia aqui o post sobre a nossa experiência).

Quanto custa uma volta ao mundo

El Salvador

Em El Salvador, tiramos alguns dias para descansar em uma casinha, que alugamos no Airbnb. Acabamos conhecendo apenas San Salvador e ficamos dentro do orçamento. Com isso, antecipamos nossa ida para a Guatemala.

Quanto custa uma volta ao mundo

Guatemala

Não nos arrependemos em antecipar nossa ida para a Guatemala, que se tornou nosso queridinho da América Central! Foi, também, o país onde mais gastamos. Não que o país em si seja caro – pelo contrário, fora a capital, as coisas são bem baratas. Porém, como ficamos pouco tempo em cada lugar, ficou mais difícil cozinhar e acabamos fazendo muitas refeições fora. Além disso, não conseguimos dizer não para alguns passeios incríveis que ainda vamos contar aqui e tivemos alguns gastos necessários (e caros) na categoria “outros”: compramos uma bateria extra para a máquina fotográfica e um HD externo.

Quanto custa uma volta ao mundo

México

Chegamos no México às vésperas de completarmos o segundo mês de viagem, depois de enfrentarmos 18 horas de viagem. Além de experimentarmos a verdadeira comida mexicana – que é bem diferente da que estávamos acostumados no Brasil – tivemos mais um gasto extra: compramos um tripé.

mexico

Fechamos esse segundo mês de viagem um pouco tristes de termos saído significativamente do nosso orçamento inicial. Porém sabíamos que nossa meta de 50 Dólares por dia para o casal era bem ousada e, alguns momentos, não seria possível. De qualquer forma, conhecemos tantos lugares lindos que não estamos arrependidos!

Vamos tentar aproveitar que o México é um país barato para recuperar parte dessa “dívida”.

Ficou com alguma dúvida sobre os nossos gastos? Comente ai embaixo!

Trekking no Vulcão Concepción

Desde que começamos a montar nosso roteiro pela América Central, ficamos ansiosos para conhecer Ometepe. Essa ilha, no meio do maior lago da Nicarágua, não tem apenas um, mas dois vulcões – e com isso, você já deve conseguir imaginar como é linda!

Nós já fizemos aqui um roteiro de três dias pela ilha, mas senti que o trekking no vulcão Concepción (o mais alto da ilha) merecia um post a parte. Afinal, ele conseguiu superar nossa aventura de 7 horas pelo Valle del Cocora.

Para fazer o trekking no vulcão a primeira coisa é contratar um guia e recomendamos muita calma nessa hora. Isso porque existem váaarias mini-agências de turismo em Ometepe – pelo menos em Moyogalpa, vila onde ficamos hospedados –  e os preços podem variar bastante de um lugar para o outro. Para vocês terem uma ideia, chegamos a ver agências pedindo até 30 Dólares por pessoa para o guia, mas depois de negociar, conseguimos pagar 10 Dólares (mais 4 Dólares para o ônibus e a entrada no parque).

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O trekking costuma começar bem cedo, para pegar temperaturas mais amenas e também ter maiores chances de chegar ao mirador (e ao topo, para quem aguentar) com tempo para apreciar a vista sem neblina. Nós saímos por volta das 7 horas, mas alguns grupos iniciam bem antes.

Nossa subida até o mirador demorou cerca de 3 horas e é bem pesado para pessoas como a gente, que não tem um condicionamento físico tão bom. No caminho, fizemos algumas paradas para hidratar, tirar fotos e comer goiabas – que o nosso guia tirou dos pés que tem espalhados na mata.

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Quando chegamos no mirador, a mil metros de altitude, eu (Thais) estava exausta, mas me sentindo super realizada! Não era o topo do vulcão, mas quem me conhece sabe que esse tipo de coisa é totalmente nova pra mim: antes de começarmos a viagem, nunca tinha feito um trekking intenso e a ideia de subir um vulcão ativo parecia bem surreal.

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Mas o Rafael – e a Eva, nossa colega de passeio – queriam enfrentar as quase duas horas de subida ainda mais ingrime que nos separava do topo. Então, eu fiquei no mirador saboreando a minha vitória pessoal, enquanto eles atingiram os 1610 metros de altitude do topo do Vulcão Concepción.

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Da nossa saída de Moyogalpa até o retorno foram 9 horas, uma experiência incrível que com certeza vai ficar marcada na nossa história. Quer ver melhor como foi? Então assiste nosso vídeo ai embaixo! E, para não perder nenhuma novidade, assine nosso canal no Youtube.

 

Mini roteiro pela América

Contamos, no post sobre a escolha do nosso roteiro, os principais motivos pelos quais escolhemos nossos destinos. O lado financeiro pesou bastante e acabamos escolhendo os lugares mais baratos com o maior número de atrativos.

Para o primeiro trecho, ficamos entre a América do Sul e a Central, mas acabamos por escolher o continente Ístmico pois além de ter incríveis paisagens achamos que a América do Sul pode ser visitada depois em outra oportunidade daqui alguns anos.

Mapa_America

Porém, o primeiro destino da nossa viagem será ainda na América do Sul: a Colômbia. Escolhemos este país primeiramente pela proximidade e também para podermos conhecer a cidade que é considerada a Mecca da arquitetura e do urbanismo latino. Medellín.

 A cidade de Medellín (como qualquer bom assinante do Netflix sabe) foi sede do maior cartel de drogas dos anos 80. Ok, este post não é sobre tráfico de drogas, mas temos que contextualizar: a cidade viveu, após a morte de Escobar, uma das maiores transformações urbanas que o mundo já viu, sendo eleita “Cidade do ano 2014” pelo The Wall Street Journal. Então, como bom arquiteto que sou, não poderia deixar de conhecer este país e principalmente viver por alguns dias imerso nessa cidade.

Biblioteca_Publica_Espanha_Medelin

Depois de uma rápida passagem pelo Panamá iremos conhecer as incríveis belezas da Costa Rica. Não foi em um nem em dois lugares que lemos que este é melhor país para se visitar por ali.

Percentualmente falando é o país com maior quantidade de territórios sob proteção ambiental, então não é surpresa nenhuma que seja um dos destinos mais procurados por amantes da natureza. E o grande plus quando analisamos a geografia do país é que fica tudo bem perto, muito perto. Para se ter ideia podemos cruzar o país de leste a oeste em menos de duas horas. Acordar numa praia do Caribe, almoçar do outro lado do país com vista para o Pacífico e voltar a no final da tarde para dormir.

Portanto, estão na nossa lista o Parque Manuel Antônio, Limón, Vulcão Poás, Jacó, La Fortuna, Monte Verde, Gandoca Manzanillo, Arenal, Libéria, Tamarindo e claro a capital são José. Será que conseguiremos visitar todos esses lugares?

Trekking_Monte_Verde

Chegaremos na Nicaragua onde passaremos alguns dias e será nossa base para um trekking no vulcão em Ometepe. Seguiremos rumo a Leon, para ver algumas das mais interessantes construções religiosas do continente.

 Pulando Honduras, chegaremos em El Salvador para conhecer algumas cidades praianas do Pacífico como El Cuco, Punta Roca El Tuco, mas também a capital San Salvador.

 Nos despediremos do país para conhecer nosso último destino da América Central: a Guatemala. Lá, nosso principal, e um dos mais aguardados destinos, é Semuc Champey. Um lugar espetacular encrustado nas montanhas com piscinas naturais dignas de cinema. Nebaj e a Antigua também estão na lista.

Semuc_Champey

Não poderíamos deixas as Américas sem conhecer o México. Porém, nosso tempo lá será curto considerando a quantidade de lugares que gostaríamos de conhecer.

O México para mim é um destino de viagem desde a infância quando assistia aqueles documentários sobre as cidades pré-colombianas e civilizações antigas. Pirâmides e mais pirâmides, blocos de pedras, alinhamentos estelares e tudo mais que vi no Discovery Channel.

 Começaremos por Tapachula e seguiremos para Oaxaca, poderemos experimentar um dos mais tradicionais mezcais do México e conhecer o Monte Alban. Lá também será nossa casa na famosa comemoração de Dia dos Mortos!

Ficaremos ainda alguns dias na Cidade do México, antes de iremos para Cancun. Poderíamos ficar um ano por lá e não conseguiríamos fazer tudo que a cidade tem de interessante para nos oferecer. Mas teremos que nos contentar com muito menos , já que, de lá, partiremos para a Ásia.

E você, já visitou algum desses países? Tem alguma dica para nos dar?