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Quase não chegamos no México

Nosso plano original era sair de Antigua, na Guatemala, pegar um ônibus até uma cidadezinha mexicana apenas para passar a noite e seguir para Oaxaca, onde passaríamos as festividades de Dia dos Mortos. Esse plano foi alterado uma primeira vez quando, depois de muito ouvirmos sobre San Cristobal de las Casas, resolvemos mudar a noite na cidadezinha aleatória por 3 noites em SanCris. A segunda mudança foi aquela confusão na saída de Semuc, que contamos aqui e que nos fez incluir Tikal no nosso roteiro.

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A grande surpresa foi que, ao chegarmos em Tikal, descobrimos que não havia nenhum shuttle direto para San Cristobal, mas apenas para Palenque. Não tínhamos tempo para incluir mais um destino no nosso roteiro e, apesar de Palenque prometer vários passeios lindos, precisávamos de ir direto para SanCris. “Fácil”, disse o cara da agência do hostel: no mesmo lugar que descerem do shuttle vocês conseguem pegar um outro ônibus para San Cristobal; o shuttle demora 4 horas e esse ônibus mais outras 4.

Na nossa matemática, 4+4=8. Como o shuttle saía às 5 da manhã, entre 13 e 14 horas estaríamos em SanCris. Mas descobrimos que 4+4 na verdade é 18, e só chegamos no hostel às 23 horas, completamente exaustos!

No fim, acho que a culpa foi nossa de não ter desconfiado daquela suposta facilidade.. Rs! Mas o pior é que tudo começou super bem. Ao contrário da saga do shuttle para El Salvador, dessa vez a van foi pontual, funcionava perfeitamente e, ainda por cima, só tinha a gente e uma outra mochileira.

Viajamos bem confortáveis por cerca de 3 horas, fizemos a saída da Guatemala e ficamos nos perguntando onde estava a imigração para o México. E chegamos num rio. Rio? Oi? Sim, tinha um rio no meio do caminho, e ninguém achou que precisava nos contar sobre esse detalhe.

O motorista nos disse para descermos da van, pegar a balsa que atravessa o rio e, do outro lado, teria um taxi nos esperando. Achamos aquilo super estranho, perguntamos umas três vezes se estava tudo incluso no valor que já pagamos e ele disse que sim. Sem ter outra opção, confiamos e lá fomos nós.

Do outro lado, realmente havia um taxi e ele confirmou que já estava tudo pago. O carro era antigo e desconfortável, mas ok. Fizemos rapidamente o processo de entrada no México e seguimos por mais alguns minutos. O motorista do taxi parou num lugar estranho, quase  no meio do nada, e nos disse que ali pegaríamos a outra van para Palenque. Novamente o medo de ser um golpe – mas fazer o que?

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A van chegou às 11:30 da manhã, tudo já super atrasado, mas ok.

Chegamos em Palenque e não devíamos ter ficado surpresos quando descobrimos que ali não tinha nenhuma van para SanCris. Depois de um tempo, descobrimos que nossas opções eram: pegar um ônibus da ADO às 21 horas, que demorava 9 horas; ou pegar uma van até uma outra cidade e dali, no mesmo lugar (mas dá pra acreditar nessa informação?) pegar uma outra van para San Cristobal, o que demoraria 4 horas.

Já tínhamos hospedagem reservada em SanCris e estávamos loucos por uma boa noite de sono, considerando a correria que estava sendo desde a saída de Semuc. Resolvemos arriscar a van.

Claro que a van até Ocosingo atrasou! Mal saímos de Palenque, às 16 horas, e encontramos a rodovia toda em obra, sofrendo interrupções. Fomos o caminho todo torcendo para chegarmos a tempo da última van para San Cristobal e deu certo!

De Ocosingo até SanCris foram mais algumas horas de viagem e, da estação, ainda tivemos que pegar um taxi até o hostel e chegamos lá às 23 horas, zonzos de fome e de sono. Mas estávamos, enfim, no México!

Até agora, esse foi nosso deslocamento mais longo e confuso da viagem. Mas imagino que na Ásia vamos bater esse recorde! Rs 🙂 Qual foi o seu?