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15 curiosidades sobre a volta ao mundo

Essa semana completamos seis meses de lua de mel! Muita gente achou que era loucura sairmos do Brasil em plena crise e gastarmos nossas economias numa viagem de volta ao mundo. Talvez seja mesmo uma grande loucura, mas com certeza a loucura mais incrível das nossas vidas!

Quando olhamos para trás e analisamos esses seis meses na estrada, as vezes parece que foi ontem que nos despedimos de nossas famílias em BH e as vezes parece que tem anos que estamos longe. O que não dá para negar é a quantidade de coisas que vivemos nesse tempo! Então, escolhemos 15 curiosidades sobre a volta ao mundo pra contar pra vocês:

Lugares

Quantos países já visitamos: 10

Nosso número oficial são 10 países, mas nessa contagem excluímos a Espanha.

Passamos menos de 48 horas em Madri e estava fazendo um frio muito mais intenso do que as nossas roupas eram capazes de aguentar, então não conseguimos passear muito pela cidade. Paramos por ali, na verdade, porque era a forma mais fácil e barata de sair do México e chegar na Tailândia. Mas essas poucas horas de passeio foram suficientes para nos render momentos engraçados, enquanto fazíamos polichinelo e corríamos pela cidade tentando nos aquecer.

Também não contamos Honduras, já que apenas cruzamos o país para chegar em El Salvador. Mesmo não tendo dormido nenhuma noite por ali, nunca vamos nos esquecer desse dia maluco, quando deu ruim – muito ruim! – com o shuttle.

Quantas cidades conhecemos: 39

A cidade em que passamos mais tempo nessa volta ao mundo foi Chiang Mai, no norte da Tailândia. Foram 20 dias nesse lugar que tanto nos cativou e que vamos sempre lembrar com muito carinho. Claro que já tínhamos brincado de “moraria aqui?” em vários outras cidades que visitamos, mas Chiang Mai foi onde o coração bateu mais forte e deu mesmo aquela vontade de voltar para morar. Quem sabe um dia?

Chiang mai

Passeios

Aventuras: 7

É muito difícil escolher qual foi nossa maior aventura, nesses seis meses de volta ao mundo. Desde o início, foram vários momentos que superaram tanto tudo que eu – Thais – estava acostumada a fazer que fica difícil fugir da expressão clichê: definitivamente sai da minha zona de conforto. E a sensação de vitória em cada uma dessas vezes é o que continua me motivando a continuar, ver qual o meu novo limite!

Se me perguntassem três anos atrás se eu achava que um dia eu ficaria perdida durante um trekking na Colômbia, que subiria um vulcão na Nicarágua, acamparia numa ilha na Tailândia ou faria rapel em cachoeiras no Vietnã, eu provavelmente responderia que não. Imagine, então, se alguém me perguntasse sobre fazer Volcano Boarding e descer um vulcão ativo numa prancha de madeira?!

Volcano boarding

Por outro lado, percebi que nem sempre os limites vão ser superados. Depois de algumas tentativas frustradas de pular numa lagoa, a partir de uma altura de 10 metros e, depois, de 7 metros, aceitei que tenho esse medo e que está tudo bem em ter esse medo.

Praias: 24

Nesses 6 meses conhecemos 24 praias distribuídas entre 5 países: Costa Rica, México, Tailândia, Vietnã e Camboja. Foram tantos lugares lindos e cada um tão diferente do outro, que é difícil escolher a praia mais bonita.

Isla Mujeres, no México, foi um lugar apaixonante, conseguindo superar a beleza do azul de Cancun. Na Tailândia, muitas vezes a beleza da praia perde um pouco do encanto por causa da quantidade de gente – e, talvez por isso, tenhamos amado tanto Koh Rok e ter acampado ali, com a ilha praticamente deserta. Totalmente diferente do tumulto da Tailândia, a Lazy Beach, em Koh Rong Samloen – Camboja, é um pedaço do paraíso com 50 tons de azul e pouquíssimas pessoas, fazendo jus ao título da National Geographic de uma das praias mais lindas do mundo!

volta ao mundo

Lagos: 3

O número é pequeno, mas foram três lagos gigantes e que marcaram muito nossa viagem!

O primeiro lago, que circunda a famosa ilha vulcânica de Ometepe, na Nicarágua, é tão grande que é chamado de mar doce. E, sentados na areia sentindo as ondinhas, dava para pensar que estávamos mesmo num mar calmo.

Na Guatemala, tivemos um contato bem interessante com a cultura Maya nos povoados do entorno do Lago Atitlán. Foram dias tão gostosos que é até difícil acreditar que conhecer Atitlán não estava em nosso roteiro inicial.

O terceiro lago fica na Tailândia, numa região (infelizmente) ignorada no roteiro da maioria dos brasileiros que visitam o país. Nosso passeio no parque de Khao Sok, além da aventura na caverna, incluiu nadar no lado incrivelmente profundo, fazer caiaque e dormir num bangalô flutuante. Se você estiver planejando uma viagem para a Tailândia, fica a dica: inclua o Khao Sok National Park no seu roteiro!

Na mochila

Nossas mochilas hoje continuam praticamente iguais a quando saímos do Brasil para nossa volta ao mundo. Mas tiveram algumas coisas que se perderam, estragaram, ou que precisamos comprar.

Perdemos: 8

Nossa grande perda foi o celular, que resolveu repousar no fundo do lindo mar da Tailândia. A perda não foi pior porque tínhamos todo o backup até a véspera, mas não foi nada bom para o nosso orçamento… Dias depois, descobrimos que a Go Pro (que quase teve o mesmo fim do celular) continuava ligada e registrou todo o momento.

As outras coisas que perdemos tinham valor menor, como chapéu, boné, almofadinha, óculos de sol, fone de ouvido, óculos de mergulho e top de um biquíni.

Estragou ou abandonamos: 8

Logo na primeira semana de viagem, o iPhone do Rafa parou de funcionar. Até tentamos levar uma lojinha de reparos em Bogotá, mas não teve jeito, então ficamos só com um celular por mais de quatro meses (até o incidente no mar, quando ficamos sem nenhum aparelho). Além disso, um tripé pequeno, que levamos do Brasil, quebrou na Guatemala.

Mas também abandonamos algumas coisas: um powerbank antigo que não estava funcionando bem, um hub usb e uma camisa do Rafa que não estavam sendo usados, um sapato que estava machucando o pé e duas blusas de frio que compramos num brechó em Chiang Rai quando o frio nos pegou de surpresa.

Compramos: 18

Alguns itens perdidos ou estragados precisaram ser repostos: dois celulares, tripé, chapéu, boné, óculos de sol e power bank. Também compramos uma bateria reserva para a câmera, uma lente 55-200 e um HD externo para backup (o que trouxemos do Brasil encheu em 4 meses e nossos amigos levaram de volta).

Além disso, duas blusas de frio num brechó em Chiang Rai (que depois foram abandonadas), sapatinhos próprios para molhar (para a aventura em Khao Sok), uma mochila de ataque maior para mim, um cabo mini usb de 3 metros e duas blusas de camelô.

Passa tempo

Series e filmes: 4

Dar uma volta ao mundo significa muito mais do que estar em um lugar diferente a cada momento. Mesmo sem querer a gente muda. Mas o engraçado é que algumas mudanças são, ao mesmo tempo, tão radicais e tão naturais, que só percebemos quando paramos para analisar.

O que mais fazíamos juntos antes da viagem – não só último ano antes do casamento, quando estávamos economizando loucamente – era assistir séries e filmes. Todos os dias assistíamos pelo menos um episódio dos vários seriados que acompanhávamos. Mas foi só colocar as mochilas nas costas para isso mudar radicalmente!

Na Colômbia, assistimos a segunda temporada de Narcos, finalizando em Medellín (o que foi bem legal!). Meses depois, eu – Thais – assisti Gilmore Girls: A Year in the Life. E foi isso, em seis meses!

Filmes assistimos apenas nos voos. Fora os que vimos apenas pequenos trechos, assistimos Procurando Dory e Divertidamente – que, diga-se de passagem, são duas animações lindas.

Livros: 10

Para compensar a pequena quantidade de seriados e filmes, estou conseguindo colocar minha biblioteca em dia.

Acho que não contei aqui até hoje, mas o Kindle foi simplesmente uma das melhores aquisições para a viagem! Antes pensava que não ia me acostumar a ler livros numa tela, ao invés do papel, mas a verdade é que é super prático, tanto para comprar livros novos, como por você ter sua biblioteca toda ali na sua mão pesando quase nada!

Seguindo a indicação de minha mãe e de uma amiga, comecei a viagem lendo a trilogia O século – que é uma aula de história sobre o século XX, super envolvente (Queda de gigantes, Inverno do mundo, e Eternindade por um fio). Gostei tanto que busquei outros livros do Ken Follet e li As espiãs do dia D e O homem de São Petersburgo – ambos bons livros, mas não tão apaixonantes como a trilogia.

Parti para uma leitura mais leve, com O navio das noivas, de Jojo Moyes. Outro livro bom, mas que não chega perto de outros livros da autora, como A última carta de amor, A garota que você deixou para trás (livros é bem mais interessantes do que os títulos sugerem) e até mesmo o conhecido ‘Como eu era antes de você’.

Li também os quatro livros da coleção Millennium (Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo, A rainha do castelo de areia, e A garota na teia de aranha).

Podcasts: 65

Enquanto eu devorava os livros, o Rafa resolveu também colocar em dia sua biblioteca… de áudios! Foram  65 episódios de podcasts como BrainCast, Gugacast, Nerdcast, Troca o disco e Naruhodo.

Outros números rápidos

Onde dormimos:

Couchshurfing: 6
Hostel: 15
Airbnb: 8
Ônibus Noturno: 6
Trem Noturno: 1
Barraca: 1
Aeroporto: 2
Hotel e Guest House: 20

Fenômenos naturais:

Terremoto: 2
Vulcão em atividade: 1 

Fotos e vídeos (tiradas com câmera, celular e gopro) :

Fotos: 41.125 
Vídeos: 3.596

Cortes de cabelo:

Rafael: 5
Thais: 1

Quer saber mais alguma coisa sobre nossa volta ao mundo? Pergunta pra gente.