Quando definimos o roteiro da nossa viagem, acabamos restringindo os países que visitaríamos em três continentes: América, Asia e Europa, sendo que na Ásia focamos no sudeste e, na Europa, focamos no leste.

Depois de quase três meses viajando pela América, partimos para a nossa jornada rumo a Ásia, que incluiu uma rápida passagem em Madri, um voo de quatro horas até a escala em Estocolmo e depois mais onze horas até chegarmos em Bangkok.

Fizemos o trecho Madri-Estocolmo-Bangkok com a Norwegian, uma low cost europeia que faz voos também para fora da Europa. Como era de se esperar em uma low cost, não tinha muito espaço entre as cadeiras e todas as refeições eram pagas a parte – nós optamos por comprar as refeições do voo Estocolmo-Bangkok já junto da passagem, então pagamos no avião apenas um chá que tomamos durante a madrugada. A compra das comidas e bebidas era solicitada na própria tela de entretenimento a bordo e o pagamento era feito passando o cartão no leitor abaixo da tela. Muito prático!

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Uma coisa que achamos estranho foi que o piloto do nosso primeiro voo nos pediu para não tirar fotos ou fazer vídeos de dentro do avião, por questões de privacidade. Não sabemos se a regra valia para o segundo voo também, mas achamos melhor não criar problemas.

Documentos

Uma das coisas mais importantes e também mais difíceis quando se está fazendo uma longa viagem como a nossa é saber exatamente quais os documentos exigidos para entrada e saída de cada país.

Para a Tailândia, como ficaríamos menos de 90 dias, não precisávamos nos preocupar com visto, mas para fazer o check in da ida foi necessário apresentar, além do passaporte, a passagem de saída do país.

Durante o voo, preenchemos o formulário de imigração com nossos dados pessoais (nome, data de nascimento, sexo, ocupação, número do passaporte), dados do voo (tanto da entrada como da saída do país) e endereço da hospedagem.

Para visitar a Tailândia, o brasileiro precisa, também, do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia comprovando que está vacinado contra a febre amarela (leia aqui como tirar o Certificado). Lembrando que a vacina leva um tempo para surtir efeito, então não deixe para tomar de última hora.

Desembarcando no Aeroporto Internacional de Bangkok

O Suvarnabhumi, também conhecido pela sigla BKK, é um dos aeroportos internacionais mais movimentados do mundo e, na Ásia, fica atrás apenas do Aeroporto de Tóquio, então é muito provável que você o encontre cheio e tenha que enfrentar muitas filas.

Acho que nós demos muita sorte nesse quesito e conseguimos sair de lá mais rápido do que imaginava, mas também fizemos tudo certinho da primeira vez: alguns voos chegaram logo depois da gente e lotaram tudo!

E quando eu digo “fazer tudo certinho” é que existe um procedimento a ser feito antes da imigração para quem vem para a Tailândia com um passaporte de país para o qual é exigido a vacinação contra febre amarela. Porém, isso não é muito falado nem sinalizado (pelo menos nas placas que conseguíamos ler.. rs!) e poderíamos facilmente ter deixado isso passar, se não tivéssemos lido as orientações em um blog antes.

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Quando estávamos na fila da imigração, tinha um casal de brasileiros logo atrás da gente e, conversando com eles, descobrimos que não haviam feito o procedimento. O rapaz tentou voltar na cabine para fazer rapidinho, mas tinha uma fila enorme e eles resolveram arriscar chegar no guichê da imigração e “dar uma de bobo”. Não sabemos se eles tiveram sucesso, mas acreditamos que não.

immigration bangkok

Esse procedimento é uma validação da vacinação contra a febre amarela. E é muito simples: você precisa passar no posto de validação (health control), preencher uma ficha que fica num balcão pouco antes do guichê (dados pessoais, endereço na Tailândia, dados do voo e países que esteve antes de ir para a Tailândia) e depois apresentar a documentação no guiche (seu passaporte, o CIVP, essa ficha que você preencheu no posto e o formulário de imigração que você deve ter preenchido no avião). A ficha que você preencheu fica com o fiscal e ele carimba no seu formulário de imigração a validação da vacina.

health control bangkok

Acho que a nossa sorte foi que chegamos num voo vindo da Europa e pessoas com passaporte europeu (até onde temos conhecimento) não precisam comprovar a vacinação contra febre amarela. Encontramos o guichê do health control totalmente vazio, então preenchemos rapidamente a ficha, validamos e fomos para a imigração. Pouco depois, chegaram outros voos e o lugar ficou lotado.

A fila da imigração estava gigante, como já esperávamos pelo movimento do aeroporto, mas até que não demorou tanto. O fiscal foi bem rápido, não nos perguntou nada: apenas ficamos parados dentro de um quadrado desenhado no chão, enquanto ele validava os documentos, carimbava o passaporte e tirava uma foto. Apresentamos aqui: passaporte, bilhete de viagem (teoricamente também precisaria apresentar o bilhete da saída, mas não nos cobraram nesse momento) e formulário da imigração carimbado pelo health control.

Saindo do aeroporto

Como já era de se imaginar pelo tamanho, o aeroporto apresenta várias opções de transporte para sair de la. Mas antes de sair, caso você não tenha levado dinheiro local em espécie, é melhor sacar em uma ATM ou fazer a troca em um dos stands de câmbio (vimos dois stands da mesma casa de câmbio no nosso caminho: uma perto da esteira de bagagem e outra já no hall do aeroporto). Como já havíamos sacado Dólar em Madri e achamos a cotação razoável, trocamos parte do dinheiro.

Pode ser interessante, também, comprar um chip de celular ali mesmo no aeroporto. A gente só comprou chip local duas vezes até agora, nos países que passamos mais tempo: na Colômbia (que passamos quase 20 dias) e no México (onde ficamos quase um mês). Mas na Tailândia, mais do que acessar redes sociais e conversar pelo whatsapp, ter uma conexão pode ser muito útil em razão das dificuldades da língua. Achamos um plano de um mês com 9 GB por 850 baht (menos de 25 dólares)e planos por períodos menores como 7 dias (3 GB) pelo equivalente a 8 dólares.

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Nós não compramos e nos arrependemos. Apesar das pessoas serem super solícitas e simpáticas (a moça do metrô chegou a sair da cabine e ir até a ponta da estação para nos mostrar onde pegar o ônibus) a grande maioria das pessoas não fala nada de Inglês e muita coisa está escrito no alfabeto local, então o primeiro dia teria sido mais fácil com internet.

Para sair de fato do aeroporto, você pode escolher entre ônibus, taxi e metrô. Nós escolhemos o que nos pareceu o melhor custo benefício: uma combinação de metrô e ônibus. E deu quase tudo certo! Pelo que havíamos pesquisado antes, pegaríamos a linha direta até o final e, depois, um ônibus para acabar de chegar no hostel. Porém, pegamos a linha que para e o celular travou enquanto estávamos no metrô; como estávamos sem internet, não conseguimos refazer a busca. Com isso, descemos na estação errada e só percebemos depois de sair. Acabamos pegando um ônibus (com a ajuda da moça da bilheteria do metrô, que até escreveu num papel o nome do nosso hostel em tailandês) e acabamos de chegar a pé.

ônibus em bangkok

Ah, o preço do metrô varia dependendo do trecho que você vai percorrer (o nosso saiu a 45 bahts por pessoa, o equivalente a 1,25 dólares) e o ônibus foi mais 9 bahts (cerca de 0,25 dólar).

Primeira comidinha típica

Como nosso voo chegou às 7 horas da manhã e conseguimos sair razoavelmente rápido do aeroporto, chegamos no hostel bem antes do horário de check in. Estávamos morrendo de calor e tudo que queríamos era um banho, mas como precisávamos matar algumas horas resolvemos dar um passeio pela China Town, que fica pertinho.

Nossa primeira sensação foi de que era muita coisa, muita informação, talvez por causa do cansaço e de não estarmos acostumados a não entender nada das placas e do que as pessoas estavam dizendo.

Depois de uns 30 minutos caminhando, acabamos parando na frente de um carrinho de comida. Ficamos observando a senhora cozinhar e, no final, o prato nos lembrou uma foto que já havíamos visto como referência de comida da Tailândia. Pesquisamos no tradutor como se pergunta o preço em tailandês (já estávamos com a opção de tradução offline) e mostramos para a senhora que estava comprando a comida. Ela sorriu, apontou para um dos pacotinhos e nos mostrou o dinheiro: 40 bahts (pouco mais de 1 dólar). Escrevemos no tradutor “obrigada” e mostramos pra ela.

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E foi assim, com gestos, uso do tradutor e muitos sorrisos que tivemos nossa primeira conversa em tailandês e provamos um ótimo Pad Thai!

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