Para cruzar por terra a fronteira entre Costa Rica e Nicarágua, saindo da Libéria, existem basicamente duas formas: você pode comprar uma passagem de ônibus de turismo até seu primeiro destino na Nicarágua; ou você pode pegar um ônibus comum, com destino a Peña Branca, e depois pegar outro transporte já na Nicarágua.

Pelo que nos relataram, o processo na fronteira é bem mais tranquilo quando se opta pelo ônibus de turismo, como Ticabus e Nicabus, já que a empresa te auxilia e existem cabines específicas na fronteira para esses atendimentos. A viagem também fica mais cômoda, já que os ônibus costumam contar com ar condicionado, tomadas e até wifi.

No entanto, nós optamos pelo ônibus comum, em razão da diferença significativa de preços. Ao invés de pagarmos 50 Dólares pelo ônibus de turismo (25 por pessoa),  gastamos 18 Dólares: 3 Dólares para o trecho Libéria – Peña Branca e, já dentro da Nicacaragua, mais 15 Dólares para chegarmos no Puerto San Jorge (de onde sai a balsa para a Isla Omeetepe).

A viagem entre Libéria e Peña Branca foi tranquila, apesar do ônibus bem cheio (parte do caminho o Rafa teve que ir em pé) e da falta de ar condicionado. Quase chegando no destino, passamos por um acampamento de refugiados.

Depois de 1:40h de viagem, descemos do ônibus e o que vimos foi um verdadeiro caos. Já sabíamos que precisaríamos pagar o imposto de saída (8 Dólares) antes de enfrentar a fila da imigração. O que nos surpreendeu é que existem pelo menos 3 lugares diferentes para fazer esse pagamento e que teriam pessoas gritando para tentar nos convencer a pagar o imposto em determinados lugares. Pagamos no segundo lugar e seguimos para a fila do processo de saída, enquanto éramos abordados por pessoas que ou queriam carregar nossas bagagens, ou ofereciam troca de Cólon para Córdobas, ou ainda pediam esmolas.

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Já na fila da imigração, além dos pedintes e cambistas, também haviam umas pessoas oferecendo a ficha de informações preenchida por 4 Dólares. Na dúvida se aquilo era realmente necessário, preferimos arriscar e não pagar e ainda bem que não pagamos; na entrada da sala de atendimento tinha um guarda distribuindo gratuitamente as fichas e preenche-las é muito tranquilo.

Foram cerca de 2 horas entre descermos do ônibus em Peñas Brancas e finalizarmos a saída da Costa Rica. Em seguida, andamos menos de 10 minutos – porém debaixo de um sol escaldante – e cruzamos a fronteira.

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Para a entrada na Nicarágua foi tudo mais rápido, já que a fila estava pequena. Pagamos 26 Dólares de taxas no total, passamos pela revista das bagagens por raio-x e já estávamos liberados. Tínhamos a opção de pegar um ônibus para Manágua, porém descer em Rivas e depois pegar um táxi até o porto, mas acabamos optando por um taxi para todo o trajeto, que saiu a 15 Dólares (o preço inicial do taxista era 20 Dólares, mas conseguimos abaixar) e demorou 30 minutos.

Todo esse processo durou cerca de 5 horas e ficamos bem cansados, mas pela economia que fizemos achamos que valeu a pena!

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