Quando montamos nosso roteiro pela Guatemala, optamos por deixar Tikal de fora por causa do tempo: queríamos estar no México para as festividades de Dia dos Mortos. Mas parece que o destino tinha outros planos.

Primeiramente acabamos mudando a data de visitar Semuc Champey, indo antes para o Lago Atitlán e Antígua, por causa de um feriado e também porque conseguimos uma carona.

Além disso, no dia em que íamos embora de Semuc, houve uma paralisação em algumas estradas e a maioria dos shuttles rumo a Antígua não estavam saindo. Havíamos supostamente conseguido uma van para nos levar às 5 horas da manhã, mas no fim das contas ela não apareceu.

Tikal

Como estávamos em um hostel sem internet, no meio do nada, e sem a garantia de que no dia seguinte teria shuttle para Antígua, resolvemos partir junto com outros viajantes que estavam indo para Flores. Afinal, estávamos voltando para Antígua apenas para pegar um shuttle para nosso primeiro destino no México, San Cristobal, e deveríamos conseguir um transporte saindo de Flores.

A viagem durou cerca de 9 horas e nesse tempo decidimos e voltamos atrás várias vezes sobre fazer ou não o tour em Tikal, que não estava previsto no nosso orçamento. Ao chegarmos em Flores fomos para o mesmo hostel que alguns dos nossos companheiros de viagem, onde conseguimos um quarto. E, por fim, decidimos fazer o passeio em Tikal.

Escolhemos o tour que saía às 3 horas da manhã, que nos custou o equivalente a 45 dólares por pessoa (shuttle+guia+entrada), para ver o nascer do sol nas ruínas. O parque pode ser visitado por conta própria e a entrada sai a cerca de 20 dólares, porém para os horários de nascer e por do sol é necessário contratar um guia.

Chegamos no parque numa escuridão total e foi muito interessante fazer uma caminhada numa verdadeira selva, escutando barulhos de bichos e tentando imaginar como eram as ruínas que estavam ali tão perto, mas não conseguíamos ver por estarem escondidas pela mata e pelo breu.

Durante o trajeto para o Templo IV, paramos algumas vezes para ouvir algumas curiosidades sobre a Cidade Maia. Foi em um desses momentos que, com as lanternas desligadas, vimos a primeira ruína iluminada pela lua.

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Pirâmite IV Tikal

Subimos as escadas do Templo IV ainda no escuro e sentamos na escadaria para ver o nascer do sol. Estávamos todos em silêncio e só escutávamos os barulhos da natureza, o que foi bem relaxante. Uma pena que a neblina tampou a vista e não tivemos a visão incrível que imaginamos.

Descemos ainda com o guia  para conhecer mais da cidade, passando pela Grande Praça e algumas outras ruínas. Encerrada a parte guiada do passeio, voltamos para o Templo IV para apreciar a vista já sem a neblina. É impressionante ver toda aquela mata verde, interrompida apenas por alguns cumes das maiores construções.

Vista de Tikal

Passeamos ainda por mais algumas das várias ruínas, tentando imaginar como era a vida ali. Afinal, por vários séculos Tikal foi a mais importante cidade Maia. Estima-se que tenham vivido ali quase 90.000 habitantes e tenham sido construídos centenas de edifícios, como templos, pirâmides, palácios e residências comuns.

Tikal

Nós ficamos umas 7 horas no parque e, ainda assim, não conseguimos conhecer tudo!

E você já conhece alguma ruína Maia? Conta pra gente!

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