Ainda estávamos tentando processar a nossa experiência incrível acampando em Koh Rok quando chegamos a Khao Sok.

Khao Sok é um Parque Nacional enorme, que fica em Surat Thani, bem fácil de chegar tanto de Krabi como de Phuket. E quando eu digo “enorme” é sem exagero nenhum: Khao Sok em si tem uma área de 739 km² e cercado de outros seis parques nacionais, totalizando em mais de 3.500 km² de proteção ambiental!

Como tínhamos apenas 3 noites livres quando recebemos o convite do Morning Mist Resort, acabamos não conhecendo tudo que gostaríamos e já sabemos que é um destino que vamos repetir com calma na nossa próxima vinda à Tailândia! Se você tiver mais tempo, reserve alguns dias para fazer outros passeios pelo parque e, quem sabe, até dormir numa casa na árvore por la.

Depois de uma noite deliciosa no Morning Mist, acordamos bem cedo para começar o nosso tour de dois dias e uma noite no Lago. Tomamos um café da manhã caprichado, pegamos emprestado na recepção do hotel uma bolsa impermeável e seguimos para uma viagem de cerca de uma hora de ônibus.

Isso dá uma ideia do tamanho do parque, porque o resort fica a poucos metros de uma das entradas!

No caminho, uma parada super importante – pelo menos pra gente – num mercadinho local. Depois da experiência no Valle del Cocora, na Colômbia, onde nossas botinhas molharam, demoraram uma semana pra secar e nunca mais foram os mesmos (leia-se “tiveram o mesmo cheiro de antes”), estávamos preocupados em como faríamos o passeio da tarde. Mas ai o Andy, do Morning Mist, nos tranquilizou explicando que nessa parada poderíamos comprar uns sapatinhos baratos de borracha.

Além dos sapatos (o do Rafa custou o equivalente a 17 reais e o meu, 22), compramos uma dessas lanternas de cabeça recarregáveis (por 16 reais). Alguns companheiros de viagem compraram comidinhas e notamos as coisas ali são mais baratas que no mercado perto do hotel, mas como a gente não sabia, já havíamos comprado lanchinhos no dia anterior.

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Um detalhe importante: no tour já está incluso almoço e jantar do primeiro dia e café da manhã e almoço do segundo, além de água, então esses lanchinhos são mais ara despistar a fome entre uma refeição e outra.

Chegamos na entrada do parque, pagamos a taxa (300 bahts por pessoa, ou seja, 30 reais) e embarcamos no longtail para mais uma hora de viagem até os bangalôs. A paisagem é simplesmente incrível e as fotos não conseguem captar toda a beleza! A água é de um tom de esmeralda, mas totalmente cristalina e você enxerga até onde é possível, já que em alguns pontos o lago chega a ter mais de 60 metros de profundidade. Além disso, o lago é rodeado por penhascos de calcário e uma floresta tropical!

O tempo no barco pareceu voar e chegamos nos nossos bangalôs, no Smiley Lakehouse. O quarto é simples, mas bem confortável e tem banheiro privativo, o que é um luxo para viajantes low budget como nós! Hehehe

Andamos de caiaque, demos um pulo no lago e almoçamos a clássica refeição de tour na Tailândia: arroz, legumes e frango com molho de curry (mas tem opção vegetariana) e muitas frutas (abacaxi e melancia).

E ai chegou a hora da grande aventura! Voltamos para o longtail e seguimos por alguns minutos, antes de chegar no início da trilha. Saindo do barco, você já pisa na água e é bom acostumar com essa sensação: são mais ou menos três horas revezando entre lama e água. Então, quando o descritivo do tour diz que você precisa de “proper shoes” (sapatos apropriados) não é nenhum exagero, e se você não tiver, vale super a pena comprar no mercadinho.

Até chegar na caverna Nam Ta Lo, seguimos uma trilha enlameada por uma hora e cruzamos o rio umas três vezes, sendo que em um dos pontos a água chega na altura dos ombros. Por isso, a sacola impermeável é indispensável e nem pense em fazer a trilha com uma mochila normal.

Ao chegarmos na caverna, colocamos as lanternas na cabeça (o guia leva algumas, mas não tem pra todo mundo, então é interessante comprar também na feirinha) e seguimos acompanhando o rio. Não vou contar demais sobre a caverna, pra não dar spoiler, vou apenas dizer que nós que, nos últimos meses, vez vários trekkings, escalou vulcões e também desceu fazendo Vulcano boarding, incluímos esse passeio na nossa listinha de aventuras que adoramos!

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Dentro da caverna profundidade do rio também varia bastante e tem hora que a passagem fica bem estreita, mas não cheguei a sentir claustrofobia. São 700 metros de percurso e, quando vimos uma luz no fim do túnel (hehehe) tinha esperanças de ser uma espécie de buraco no teto e que a caverna ainda continuasse. Porém, já era o fim e voltamos por mais uma hora de trilha até o barco.

Voltando para os bangalôs, nadamos na lagoa e curtimos o por do sol antes de nos arrumarmos para o jantar. A noite, fizemos ainda um safari noturno de barco, mas a verdade é que vimos poucos animais, acabamos curtindo mais ver o céu estrelado no meio do lago.

Dormimos levemente embalados pelos movimentos do lago e acordamos bem cedo para ver o sol nascer e fazer o safari matinal. Novamente, não vimos muitos animais, mas a paisagem estava ainda mais impressionante com a névoa que encobria parte das montanhas.


De volta aos bangalôs, tomamos café da manhã e nos despedimos do lago com um último mergulho. Depois, seguimos para mais um trekking (dessa vez, bastante lama mas nenhum rio para cruzar) até uma caverna lotada de morcegos!

Retornamos para o bangalô perto de onde começamos esse trekking bem a tempo de nos abrigarmos contra a chuva. Almoçamos e ficamos um tempinho ali curtindo antes de pegarmos novamente o barco antes de voltarmos para a vila.

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