Ainda estávamos tentando processar a nossa experiência incrível acampando em Koh Rok quando chegamos a Khao Sok.

Como os turistas costumam vincular a Tailândia apenas aos templos de Bangkok, as praias paradisíacas de Phi Phi e os elefantes de Chiang Mai, talvez você esteja se perguntando o que fazer em Khao Sok.

Nesse post vou contar direitinho como foi nossa experiência no parque e, ao acabar de ler, tenho certeza que você vai querer incluir Khao Sok no roteiro pela Tailândia.

Khao Sok

Khao Sok é um Parque Nacional enorme, que fica em Surat Thani, bem fácil de chegar tanto de Krabi como de Phuket. E quando eu digo “enorme” é sem exagero nenhum: Khao Sok em si tem uma área de 739 km² e cercado de outros seis parques nacionais, totalizando em mais de 3.500 km² de proteção ambiental!

Com isso, você já deve conseguir imaginar que o parque oferece muitas atividades. E você não está enganado.

Infelizmente tínhamos apenas 3 noites livres quando recebemos o convite do Morning Mist Resort e não conseguimos fazer tudo que gostaríamos. Então, já sabemos que é um destino que vamos repetir com calma na nossa próxima vinda à Tailândia!

Se você tiver mais tempo, reserve alguns dias para fazer outros passeios pelo parque e, quem sabe, até dormir numa casa na árvore por la (como essas aqui).

Preparação

Depois de uma noite deliciosa no Morning Mist, acordamos bem cedo para começar o nosso tour de dois dias e uma noite no Lago. Tomamos um café da manhã caprichado, pegamos emprestado na recepção do hotel uma bolsa impermeável e seguimos para uma viagem de cerca de uma hora de ônibus.

No caminho, uma parada super importante – pelo menos pra gente – num mercadinho local. Depois da experiência no Valle del Cocora, na Colômbia, onde nossas botinhas molharam, demoraram uma semana pra secar e nunca mais foram os mesmos (leia-se “tiveram o mesmo cheiro de antes”), estávamos preocupados em como faríamos o passeio da tarde. Mas ai o Andy, do Morning Mist, nos tranquilizou explicando que nessa parada poderíamos comprar uns sapatinhos baratos de borracha.

Além dos sapatos (que custaram o equivalente a 20 reais), compramos uma dessas lanternas de cabeça recarregáveis (por 16 reais). Também tinha lanchinhos por um preço melhor que no mercado perto do hotel, mas como não sabíamos, já havíamos comprado na véspera.

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Um detalhe importante: no tour já está incluso almoço e jantar do primeiro dia e café da manhã e almoço do segundo, além de água. Então, esses lanchinhos são mais ara despistar a fome entre uma refeição e outra.

Chegando no Parque

Chegamos em Khao Sok, descemos do ônibus com nossa bagagem e pagamos a taxa de 300 bahts por pessoa (equivalente a 30 reais). Em seguida, embarcamos no longtail para mais uma hora de viagem até os bangalôs.

A paisagem é simplesmente incrível e as fotos não conseguem captar toda a beleza!

A água é de um tom de esmeralda, mas totalmente cristalina e você enxerga até onde é possível, já que em alguns pontos o lago chega a ter mais de 60 metros de profundidade. Além disso, o lago é rodeado por penhascos de calcário e uma floresta tropical!

O tempo no barco pareceu voar e chegamos nos nossos bangalôs, no Smiley Lakehouse. O quarto era simples, mas bem confortável e com banheiro privativo. Ou seja, era um luxo para viajantes low budget como nós! Hehehe

Como tínhamos um tempo livre, aproveitamos para passear de caiaque e nadar no lago. E que sensação incrível foi nadar naquelas águas cristalinas e num lago tão profundo, mas na porta do nosso quarto.

Almoçamos a clássica refeição de tour na Tailândia: arroz, legumes e frango com curry tailandês (mas tem opção vegetariana) e muito abacaxi e melancia para a sobremesa.

Trekking e caverna Nam Ta Lo

E ai chegou a hora da grande aventura!

Voltamos para o longtail e seguimos por alguns minutos, antes de chegar no início da trilha. Saindo do barco, você já pisa na água e é bom acostumar com essa sensação. Afinal, são mais ou menos três horas revezando entre terra, lama e água. Então, quando dizem que você precisa de “proper shoes” não é nenhum exagero. E se você não tiver sapatos apropriados, vale super a pena comprar no mercadinho.

Até chegar na caverna Nam Ta Lo, seguimos uma trilha enlameada por uma hora e cruzamos o rio algumas vezes. O rio não era muito funco, o máximo que a água chegou na altura dos meus ombros. Mas ainda assim, a sacola impermeável é indispensável e nem pense em fazer a trilha com uma mochila normal.

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Ao chegarmos na caverna, colocamos as lanternas na cabeça e seguimos acompanhando o rio. O guia leva algumas lanternas, mas não tem pra todo mundo, então é interessante comprar também na feirinha. Afinal, você não vai querer ficar no escuro nessa caverna.

Não vou contar demais sobre a caverna, pra não dar spoiler, vou apenas dizer que considerando os vários trekkings que fizemos nos últimos meses, vulcões escalados e deslizados (lembram do Vulcano boarding?), ainda incluímos esse passeio no nosso top list de aventuras!

Dentro da caverna, a profundidade do rio também varia bastante. As vezes era um fio de água, noutra parte não me deu pé (mas eu sou bem baixinha, ne?). Também tem hora que a passagem fica bem estreita, mas não cheguei a sentir claustrofobia.

São 700 metros de percurso e, quando vimos uma luz no fim do túnel (hehehe) tinha esperanças de ser uma espécie de buraco no teto e que a caverna ainda continuasse. Estávamos curtindo demais, não queríamos que acabasse. Porém, já era o fim e voltamos por mais uma hora de trilha até o barco.

Safari 

Voltando para os bangalôs, nadamos na lagoa e curtimos o por do sol antes de nos arrumarmos para o jantar. A noite, fizemos ainda um safari noturno de barco. Infelizmente, vimos poucos animais, então acabamos curtindo mais ver o céu estrelado no meio do lago.

Dormimos no bangalô flutuante, levemente embalados pelos movimentos do lago. Acordamos bem cedo para ver o sol nascer e fazer o safari matinal. Novamente, não vimos muitos animais, mas a paisagem estava ainda mais impressionante com a névoa que encobria parte das montanhas.


De volta aos bangalôs, tomamos café da manhã e nos despedimos do lago com um último mergulho. Depois, seguimos para mais um trekking até uma caverna lotada de morcegos! Dessa vez, bastante lama mas nenhum rio para cruzar.

Retornamos para o bangalô perto de onde começamos esse passeio bem a tempo de nos abrigarmos contra a chuva. Nossos colegas mais animados, pularam na lagoa mesmo assim. Almoçamos e ficamos um tempinho ali curtindo antes de pegarmos novamente o barco antes de voltarmos para a vila.

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