Quando mudamos para Portugal tínhamos muitas dessas coisas do dia-a-dia para resolver, tipo  ir ao banco, regularizar a situação junto ao SEF, registrar o número de contribuinte da Thais, decidir onde íamos morar… Isso tudo fora o trabalho em si. Ou seja, quase não sobrou tempo para passear.

Então, aproveitamos quando recebemos nossa primeira visita para realmente turistar pela cidade e ficamos ainda mais apaixonados pelo nosso novo lar! E agora vamos postar aqui alguns posts sobre o que fazer em Lisboa, e um resumo que será “o que fazer em Lisboa em 3 dias”, com o básico para quem for passar menos tempo na cidade. Não percam!

Azulejos lindos da parede do Miradouro Santa Luzia

Nossa sugestão, para o primeiro dia passeando por Lisboa, é conhecer Alfama, que foi onde a cidade nasceu. E vamos começar esse roteiro na praça da Figueira, que tem acesso bem fácil.

Praça da Figueira

A Praça da Figueira fica numa área bem central, mas se você estiver hospedado um pouco mais distante, pode chegar lá de metro, descendo na estação Rossio.

A Praça está rodeada de edifícios que hoje são ocupados por hotéis, lojas, cafés e restaurantes com agradáveis esplanadas.  No centro da praça, encontra-se a estátua de bronze de D. João I,  erguida em 1971.

Estátua na Praça da Filgueira

Antes de seguir o passeio, você precisa já ter uma coisa em mente: o terremoto.

Em 1755, mais precisamente no dia 1º de novembro daquele ano, Lisboa sofreu um grande terremoto, chamado em Portugal de Terramoto de 1755. O terremoto foi seguido de um maremoto e mudou completamente a história e a arquitetura da cidade, reconstruída posteriomente por Marquês de Pombal. Então, quase 300 anos depois, ainda muito se diz sobre o antes e o depois do terremoto e você verá referências em vários pontos da cidade.

Para quem gosta de história e quiser saber um pouquinho mais, basta procurar no Google e verá diversos artigos e vídeos sobre o assunto, como esse aqui:

Na Praça da Figueira, bem no centro de Lisboa, antes do grande terremoto, localizava-se o o Hospital de Todos os Santos, e depois tornou-se um dos principais mercados da cidade.

Elétrico 12

Para sair da praça da Figueira, você tem duas opções. A primeira e embarcar no eléctrico 12, que é aquele bondinho amarelo que vem na sua cabeça ao pensar em Lisboa. Parece uma ótima ideia, e era o nosso plano ao fazer esse roteiro na primeira vez. Mas assim como você, dezenas de outros turistas terão a mesma ideia e o resultado é um bondinho lotado e fila para entrar.

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A segunda opção, que recomendamos muito, é ir caminhando. Vá pela sombra, vá devagar… esse roteiro pode – e deve – ser feito com calma. Até mesmo porque umas das coisas mais charmosas de Lisboa é sua arquitetura e você poderá descobrir vários prédios, becos e grafites quando se está caminhando pelas ruelas. E por ser uma região tão histórica, as ruas pitorescas de Alfama são ainda mais atrativas.

O charme das ruelas de Alfama

Ruínas do teatro romano

O trajeto a pé da Praça da Figueira até o Castelo de São Jorge leva apenas 20 minutos, mas você pode gastar um pouco mais se for como a gente: parando, fotografando e reparando em tudo. E foi assim, caminhando sem pressa, que “descobrimos” um lugarzinho que não estava em nosso roteiro: as Ruínas do Teatro Romano.

Portal de acesso às ruínas

Essa construção romana foi descoberta por volta de 1798, quando estavam fazendo a reurbanização pós-terramoto de 1755 (olha ele ai). Estima-se que foi construída inicialmente durante o séc. I D.C. e reconstruída na época de Nero.

Hoje foi instalado um museu num imóvel seiscentista, na área provável de uma das antigas entradas do teatro. Mas da rua mesmo, sem pagar nada, é possível ver as ruínas e imaginar os espetáculos que ocorreram ali séculos atrás.

Miradouro Santa Luzia

Como fizemos o caminho a pé, paramos no Miradouro Santa Luzia antes de chegarmos no castelo. Se você for de elétrico, vai descer dele no Largo Portas do Sol, então é mais fácil já seguir para o castelo. Só não se esqueça de passar no miradouro depois!

Miradouro Santa Luzia é um dos vários mirantes de Lisboa e que permite uma vista linda da cidade. Não sei quanto a você – talvez seja por eu ser tão baixinha e desacostumada a ver as coisas do alto – mas eu adoro mirantes!

Patio do Miradouro Santa Luzia

Além da vista em si, o Miradouro estava lindo no verão, cheio de flores, musica ao vivo e foi um ótimo lugar para repor as energias. Se quiser fazer um lanche rápido, ali pertinho tem uma lanchonete que vende um kebab enorme e baratinho.

Castelo de São Jorge

Quem nos conhece sabe que não somos do estilo turistas tradicionais e as vezes até fugimos dos lugares “turistões”. Mas o Castelo de São Jorge é um daqueles lugares que você precisa visitar em Lisboa.

A visita em si pode ser feita em uma hora ou um pouco mais, dependendo do seu ânimo para subir e percorrer as muralhas.

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Já no miradouro, antes mesmo de entrar nas muralhas, você terá uma vista incrível de Lisboa! Se você não estava curtindo Alfama até então, essa paisagem vai ganhar seu coração. Aproveite e passe um tempinho ali, curtindo a vista e fotografando.

Vista do miradouro do Castelo de São Jorge

Depois que entrar, suba nas muralhas e aprecie uma vista ainda mais incrível lá do alto. E aproveite que está na muralha para procurar pela câmara escura, que fica em uma das torres. Você não vai pagar nada a mais, talvez apenas tenha que enfrentar uma fila. Mas vai valer a pena, acredite.

A câmara escura tem sistema ótico de lentes e espelhos que permite observar a cidade de Lisboa em tempo real. Podemos ver os monumentos e zonas mais emblemáticas de Lisboa, o rio e a vida acontecendo em 360º. O guia que faz a apresentação manuseia o sistema e você vai ver a cidade ao vivo, na tela enorme que fica no centro. Enquanto isso, ele vai explicando o que está sendo projetado na tela e contando sobre Lisboa e arredores.

Thais pequenininha na grandiosidade das muralhas

No sítio arqueológico você poderá ver as ruínas de várias épocas, inclusive da última residência palaciana da antiga alcáçova, destruída pelo terremoto de 1755.

Quando fizemos esse roteiro, a entrada custava 8,50 € , mas para ver os preços e quadro de horários atualizados, clique aqui e acesse o site oficial.

Alfama abaixo

Saindo do Castelo, é a hora de voltar passeando pelas ruelas. Se você também subiu caminhando, faça um caminho diferente e, com certeza, encontrará motivos para se encantar por Alfama.

Você pode passar pelo Panteão Nacional e pela Igreja de Santo António de Lisboa – onde nasceu o santo casamenteiro venerado na cidade.

Panteão Nacional

Terreiro do Paço

Continue o passeio por uma das portas de entrada de Lisboa, a Praça do Comércio. A praça, que também é chamada de Terreiro do Paço, tem ao centro a estátua de D. José I. Depois, atravesse o Arco da Rua Augusta, símbolo do renascimento de Lisboa depois do terremoto (olha ele de novo).

Vá zieguezagueando pelas ruas da Baixa Pombalina, a moderna cidade desenhada pelo Marquês de Pombal, e poderá subir pelo  Elevador de Santa Justa. Porém, como no elétrico, você estará competindo com vários outros turistas, sendo que pode chegar ao topo caminhando pela rua.

Você pode terminar a noite num restaurante por ali mesmo ou num pub no Bairro Alto.

4 Comments

  1. Roteiro testado e aprovado!!!hahah
    Aguardo mais posts…amo vocês ❤️

    • noivosnaestrada Reply

      Hahaha! Muito obrigada por ser nossa cobaia para esse roteiro 🙂
      Amamos a visita! Volte logo (e traga o seu Rafa! hahaha)

  2. Gente! Nao sabia desse terremoto! Que doidera!! Parabéns, o post tá muito legal, e as fotos tão lindas! 🙂

    • noivosnaestrada Reply

      Muito obrigada, Tammiris 🙂 Uma loucura mesmo esse terremoto! As vezes paro pra pensar como seria Lisboa hoje se ele não tivesse acontecido…
      Essa semana teremos post novo, fique ligada! Beijinhos

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