Nesse segundo post sobre o que fazer em Lisboa, vamos passear por Belém. A região, que é super famosa pelos pasteis, é também um dos lugares mais gostosos para passear pela cidade. Então, vem com a gente!

Ah, e se você ainda não leu o primeiro post sobre Lisboa, clique aqui e fique por dentro do roteiro para visitar Alfama!

MAAT

Vamos começar nosso roteiro partindo da estação de comboio Belém. Ao sair do comboio, siga as placas para o MAAT (talvez você tenha que cruzar as linhas do trem pela passarela) e você já vai avistar o rio Tejo. Caminhe pela orla do rio e aproveite para curtir a paisagem, até chegar a essa construção da foto.

Nosso objetivo aqui não é realmente visitar o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa, mas você aproveitar para ver a exposição. Para saber com antecedência o que vai estar rolando, dê uma olhadinha no site oficial clicando aqui.

O principal objetivo, ao incluir o MAAT to roteiro, foi poder curtir a vista linda e gratuita que se tem no rooftop. Subindo a rampa você chegará numa grande explanada com vista para a cidade, de um lado, e do rio Tejo com a margem sul, do outro. 

Pastéis de Belém

Para sair do MAAT, pegue a passarela que cruza a Avenida das Índias. Logo adiante estará o Museu Nacional dos Coches, que também pode ser visitado. Confesso que ainda não entrei, para dar minha opinião, mas você pode saber mais clicando aqui.

Passando pelos Jardins Afonso de Albuquerque Jardim de Belém, e atravessando a rua de Belém você irá avistar a pastelaria mais famosa de Lisboa. Fique tranquilo que você não vai conseguir passar batido: com certeza terá uma fila de turistas na porta querendo experimentar os famigerados Pastéis de Belém.

Para mim, exitem vários outros pasteis de nata tão gostosos – e mais fáceis de comprar – que os pastéis de Belém. Mas como visitar Lisboa e não conhecer essa pastelaria e provar algo tão famoso, certo? A Confeitaria existe desde 1837 no edifício de uma refinaria de açúcar e você pode conhecer um pouco mais da história clicando aqui.

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Para experimentar os pastéis de Belém você tem duas opções. A primeira é enfrentar a fila que verá do lado de fora, para comprar os pastéis direto no caixa (take away) e comê-los fora. Neste caso, você pode fazer um piquenique na praça logo em frente.

Mas o que recomendamos é que você entre na pastelaria e vá seguindo as placas para o banheiro, até encontrar a fila para serviço de mesa. Assim, você poderá apreciar os pastéis dentro desse lugar histórico – e, se quiser, aproveitar para tomar um café, suco, ou até fazer um lanche mais completo.

Mosteiro dos Jerônimos

Saindo da Confeitaria e  cruzando a rua dos Jerônimos, chegamos ao Mosteiro dos Jerônimos. O Mosteiro, que foi construído a mando de D. Manuel I no século XV , foi reconhecido como Patrimônio Cultural de toda a Humanidade pela UNESCO em em 1983.

Para visitar o Mosteiro, é necessário comprar um bilhete e, atualmente, o valor é de 10 €  (mas você pode confirmar os detalhes clicando aqui para visitar o site oficial). Se tiver interesse em visitar outros monumentos, dê uma olhada nos bilhetes combinados.

Já Igreja Sta. Maria Belém, que fica ao lado do Mosteiro, tem entrada gratuita. Logo na entrada, podemos ver os túmulos de Vasco da Gama e Luís de Camões. Mais a diante estão sepultados os restos mortais de D. Henrique, dos filhos de D. Manuel I, de D. Sebastião e dos descendentes de D. João III. A igreja é bem imponente e merece a visita, ainda que não vá entrar no Mosteiro.

Padrão dos Descobrimentos

Cruzando o Jardim da Praça do Império chegamos a um dos pontos mais famosos de Belém: o Padrão dos Descobrimentos.

Da autoria do arquiteto Cottinelli Telmo e do escultor Leopoldo de Almeida, o Padrão dos Descobrimentos foi erguido pela primeira vez em 1940.  Porém, essa primeira verão foi feita de materiais perecíveis. Em 1960, na comemoração dos 500 anos da morte do D. Henrique, o Padrão foi reconstruído e, em 1985 foi inaugurado como Centro Cultural das Descobertas, após ter seu interior remodelado.

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O Padrão dos Descobrimentos evoca a expansão ultramarina portuguesa: uma caravela que leva à proa D. Henrique (que impulsionou as descobertas) e outros protagonistas daquele passado glorioso, como navegadores, cartógrafos, evangelizadores e artistas.

Quer visitar o monumento por dentro? Será necessário pagar uma taxa e os detalhes podem ser verificados no site oficial clicando aqui. Ainda não conheço o interior para dar minha opinião, mas com certeza não dá para visitar Belém sem passar por ali.

Torre de Belém

Passando pelo Museu de Arte Popular e seguindo pela Avenida Brasília chegamos a um grande jardim. Olhando em direção ao Rio Tejo você já vai ver o ponto turístico mais famoso do dia. Sim, ela, a Torre de Belém!

Dependendo da temperatura, vale a pena aproveitar esse jardim para tomar um sol ou deitar à sombra das árvores, repor as energias enquanto curte a vista – que ali é linda a qualquer hora do dia!

A Torre de Belém foi construída no século XIV e sua visita deve começar pelo exterior.  Observando pela escadaria, é possível ver um rinoceronte, que faz referência ao animal oferecido pelo Rei de Cambaia (Índia) ao Rei D. Manuel I.

Acima das guaritas temos a imagem de S. Miguel (do lado direito) e de S. Vicente (do lado esquerdo), padroeiro de Lisboa e desta fortificação. Mas não devemos nos deixar enganar pela beleza da torre, já que seu objetivo era, no fim, dificultar o acesso de invasores.

Para visitar o interior da torre é preciso comprar um bilhete, que pode ser individual (6 €) ou combinado com o Mosteiro dos Jerônimos e Museu Nacional de Arqueologia (12 €). Mas vale a pena conferir no site oficial tanto o valor atualizado, que pode ter mudado, quanto o funcionamento, já que em alguns dias do ano, as visitas são canceladas devido ao mau tempo.

Para finalizar o dia, caminhe até a estação de comboios de Algés, passando pelo Monumento aos Combatentes do Ultramar.

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