Finalizando nosso roteiro de três dias em Lisboa, vamos dar uma saidinha da cidade para conhecer Sintra.

Sintra é uma cidade super charmosa, que fica pertinho de Lisboa e era a queridinha dos reis. Ela pode ser conhecida por um bate e volta (como nesse roteiro) ou você pode escolher ficar hospedado por la. Por esse roteiro, vamos passar em 3 atrações incríveis, mas a cidade ainda tem muito mais a oferecer. Então, se tiver tempo sobrando, pode ser bem bacana ficar dois ou três dias inteiros por lá.

Como chegar em Sintra

Para sair de Lisboa e chegar a Sintra, é bom acordar cedinho e pegar o comboio na estação Lisboa – Rossio. Essa estação de comboio fica perto das estações de metro Rossio e Restauradores. Você pode comprar os bilhetes específicos de ida e volta, ou usar o cartão zapping.

O percurso de trem demora cerca de 40 minutos. Ao chegar na estação, você pode comprar o bilhete de ônibus (autocarro) da linha turística 434. Se não comprar ali, você poderá também pagar diretamente no ônibus. Guarde o ticket com cuidado, pois precisará ser apresentado sempre que entrar no ônibus. Esse ticket da direito ao passeio no estilo “hop in hop off” apenas para essa linha e no mesmo dia (saiba mais sobre a linha 434 clicando aqui).

Saindo da estação de Sintra, caminhe para a direita até encontrar a placa da linha turística 434. Essa linha liga a estação de comboios, o centro da cidade, o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena.

Castelo dos Mouros

Nossa primeira parada em Sintra é o Castelo dos Mouros. Apesar de não ser a atração mais disputada de Sintra, eu simplesmente amei! Adoro ruínas, construções de pedra, adoro subir nas muralhas e imaginar como era a vida ali, as batalhas e tudo mais.

Instalado num dos cumes da serra de Sintra, o Castelo dos Mouros foi construído em torno do séc. X após a conquista muçulmana da Península Ibérica. Com duas cinturas de muralhas contornam de forma irregular os blocos graníticos da serra, por entre penedos e sobre íngremes penhascos, o castelo era usado pelos Mouros para guardar a região.

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sintra - lisboa - portugal - castelo dos mouros

As ruínas que vemos hoje, no meio das florestas, é resultado de uma sequência de acontecimentos:

  • as intervenções realizadas por D. Afonso Henriques após a tomada de Lisboa e Santarém (1147)
  • o uso dessa fortificação no reinado de D. Fernando I (1383)
  • os danos causados pelo terremoto de 1755 (falamos dele no post com o roteiro em Alfama)
  • as obras de restauro de D. Fernando II no século XIX, seguindo o estilo romântico da época
  • e as intervenções conduzidas pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, no século XX

Apenas no séc. XIX, o castelo foi restaurado pelo Rei Fernando II, que o transformou numas ruínas românticas e ainda hoje oferece uma vista espetacular da região de Sintra. No final do século passado e início desse, além das obras de restauração, foram feitas também escavações de investigação arqueológica.

Ao longo dos caminhos de ronda podemos admirar uma paisagem linda com a vila, o Palácio da Pena, a serra e, mais ao fundo, uma extensa planície.

Você pode comprar o bilhete antecipado (na bilheteria online dos Parques de Sintra) ou pessoalmente na bilheteria. E, se for visitar também o Palácio da Pena, lembre-se de comprar o bilhete combinado, que dá direito a um desconto.

Palácio da Pena

Saindo do Castelo dos Mouros, pegue novamente o autocarro 434 no mesmo ponto onde desceu, para ir visitar a segunda atração.

O Palácio da Pena é um dos pontos turísticos mais visitados de Sintra e pegamos uma fila enorme para entrar. Andar pelo jardim  até o acesso à explanada é bem livre. Mas para entrar realmente no palácio, pegamos a fila estava chegando na gift shop da primeira vez e ainda bem maior da segunda vez que fomos. Então, se for conhecer Sintra durante o verão, prepare-se para uma longa fila – mas é tão lindo que vale a pena!

sintra - lisboa - portugal - palácio da pena

Um pouquinho de história: em 1838 o rei D. Fernando II adquiriu o antigo convento de monges, que tinha sido erguido no séc. XVI pelo rei D. Manuel I. D. Fernando começou por reparar o antigo convento e, depois, decidiu ampliar o Palácio através de uma nova ala.

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Com o exterior pintado de rosa-velho, na parte do antigo mosteiro, e ocre para o Palácio Novo, o resultado era uma mistura extravagante de cores vívidas e belas esculturas de pedra. Durante a restauração do Palácio, em 1994, repuseram-se as cores originais.

No interior, podemos ter um vislumbre de como era a vida da realeza, os quartos e salas montados e cheios de luxo.

D. Fernando mandou igualmente plantar o Parque da Pena nas áreas envolventes do Palácio à maneira dos jardins românticos, criando um parque exótico com mais de quinhentas espécies.

Quinta da Regaleira

Pegando novamente o ônibus, você vai descer no centro da cidade. Como a fome já começou a bater, nos aproveitamos esse momento para almoçar. Opções não faltam, tanto para um lanche, como para um almoço completo, vai depender da sua fome e de seu orçamento. Aproveite para experimentar o travesseiro, um doce típico de Sintra feito com amêndoas.

Depois, basta seguir as placas para caminhar até o último destino do dia: a Quinta da Regaleira.

Trata-se de uma mansão com um imenso jardim criada pelo italiano Luigi Manini, no séc. XIX, a mando do antigo proprietário da mansão, Antônio Augusto Carvalho Monteiro.

sintra - lisboa - portugal - quinta da regaleira

A Quinta da Regaleira é apontada por muitas pessoas como um lugar cheio de símbolos ocultos ligados à Maçonaria, aos Cavaleiros Templários e a Alquimia. Verdade ou não, o jardim é delicioso de se caminhar, enquanto buscamos não nos perder.

O ponto alto do passeio é o Poço Iniciático, que na verdade é uma torre invertida: ao invés de subir, ela aprofunda 27 metros dentro da terra. Há uma escadaria em espiral, com 9 patamares, que vai descendo. Não é permitido subir de volta e, para sair, caminhamos por um túnel escuro (as lanternas de celular foram indispensáveis) e saímos numa parte de baixo do jardim.

Para voltar para Lisboa, basta caminhar até o centro da cidade e pegar novamente o ônibus 434 , descendo na estação de trem (comboio).

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