Mumbai foi nossa primeira cidade na Índia e chegamos já com uma história cheia de emoção. Ao sair do aeroporto, pegamos um tuc tuc até a estação, para pegar um trem até o hotel. Mas, com a dificuldade de identificarmos qual era nosso vagão, nos atrasamos para subir. Com isso, a Thaís precisou entrar com o trem já em movimento e quase nos perdemos já ali – sorte que o trem não tem porta!

Com isso, para ir embora de Mumbai, nos precavemos um pouco mais. Já estávamos com um chip de telefone então achamos que seria uma boa opção ir de Uber para o aeroporto.

10Já tínhamos percebido que ali as coisas sempre atrasavam, principalmente nos aeroportos, que são cheios de procedimentos de segurança. Resolvemos nos planejar para chegar com quatro horas de antecedência. Foi a nossa sorte. 

Pedimos o Uber e marcamos como destino o aeroporto. Começamos a viagem conversando sobre como seriam os próximos dias, e de tempos em tempos conferíamos no mapa para ver se o motorista estava indo pelo caminho certo. Quando vimos que estávamos numa avenida que ia dar direto no aeroporto desencanamos de conferir. Foi o nosso azar.

O motorista virou em algum momento e a gente nem percebeu. Fomos para na portaria da Força Aérea Indiana, que fica nos fundos do Aeroporto. Na verdade, a gente só foi descobrir o que era ali depois de muito tempo.

Logo que o carro entrou, percebemos que estávamos no lugar errado. Mas antes de conseguirmos fazer qualquer coisa, apareceu um segurança que começou a esbravejar com o motorista. Nosso motorista retrucou e foi orientado a sair dali. Ele manobrou o carro e já estávamos na cancela de saída, mas sabe-se lá o motivo, ele resolveu que queria dar uma ré.

Nesse momento, um ônibus que colou atrás e não deixou ele fazer a ré. Pelo que entendíamos dos gestos, o segurança, agora, orientava nosso motorista a entrar novamente, barrando com o corpo a saída. Foi quando, observando melhor, percebemos que o segurança era na verdade um policial. Bateu um medo enquanto o motorista  avançava com o carro pra cima dele e xingava algo pela janela.

LEIA TAMBÉM:   Halong Bay: o paraíso no Vietnã

Os sons do motor fizeram o policial sair do caminho momentaneamente, mas mesmo assim o Uber voltou e estacionou dentro daquele espaço. Não tínhamos a menor ideia de onde estávamos e, para nossa sorte, o mapa não estava carregando direito.

O motorista saiu do carro sem nos dizer uma palavra, voltou para falar com o policial e de longe olhávamos o que parecia ser uma discussão acalourada. Estávamos sem entender bulhufas e saímos do carro pra observar melhor o que estava acontecendo. Duas pessoas passaram perto do carro e tentamos perguntar a elas onde estávamos. As pessoas nos olharam de cima a baixo, achando aquilo muito estranho, e continuaram a caminhar sem nos responder.

Minutos depois, o motorista voltou e a gente, ainda fora do carro, perguntou o que estava acontecendo. Ele disse algumas palavras em inglês e o forte sotaque indiano só nos permitiu entender “5000 fee”. Ele pegou a carteira no porta luva e nos deixou falando sozinhos. Parecia que teria que pagar uma muita de uns 250 Reais e pensamos se isso ainda sobraria pra gente.

Saímos do ponto verde para chegar ao vermelho, mas antes uma voltinha na outra ponta do aeroporto.
Formou um sorriso, mas a gente não tava feliz.

Ele voltou a esbravejar com o segurança e nós começamos a estudar um plano B, que seria pegar outro Uber. Isso se a internet colaborasse e se não acabássemos presos por causa do nosso motorista, que não parava de gritar com o homem fardado.

Mas então, o motorista voltou para o carro e disse que estávamos no lugar errado e que tínhamos que ir para o aeroporto. Entramos no carro e, por fim, chegamos no aeroporto em quase duas horas das quatro de antecedência que tínhamos planejado.

No final deu tudo certo, mas aprendemos a lição: Na Índia tudo pode atrasar muito mais do que seria normal.

Para ler sobre nossa viagem pela Índia, clique aqui

Write A Comment

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.