Logo que colocamos a Nicarágua em nosso roteiro, incluímos também o esporte mais radical que devemos fazer em toda a viagem: o vulcano boardig! Uma atividade que pode parecer boba (descer uma ladeira sentado em uma espécie de prancha) é levada a outro nível quando a “ladeira” é um vulcão e a descida é de 728 metros.

E o Cerro Negro não é apenas um vulcão qualquer: formado em 1850, é o vulcão mais jovem da América Central e também um dos mais ativos, com 23 erupção, sendo a última em 1999.

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Escolhemos fazer essa aventura com a Quetzaltrekkers León, uma organização sem fins lucrativos. Fundada inicialmente na Guatemala, a organização foi expandida para a Nicarágua em 2004 e, cobertos os custos, todos os valores arrecadados com os tours são integralmente doados para os projetos locais que assistem crianças em situações de risco. A Quetzaltrekkers oferece vários tours legais, alguns de dois a três dias. Pena que não tínhamos tempo para um passeio mais longo!

No caso do Vulcano Boarding, o valor cobrado (30 Dólares por pessoa) para o passeio já inclui transporte, guias, equipamentos, entrada no parque, água e lanche. Nossos guias (que são trabalhadores voluntários) foram a londrina Emma e o americano Tom, ambos muito simpáticos e atenciosos!

Saímos de Leon às 08 horas da manhã, em um caminhãozinho adaptado. Não demorou muito para chegarmos na entrada do parque e, alguns minutos depois, descemos para começar nossa caminhada.

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A subida poderia ser mais rápida, mas somando o cuidado que deve-se ter ao caminhar pelas pedras soltas, com a subida acentuada e o peso das pranchas, o percurso acaba por demorar cerca de 40 minutos.

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Durante a subida, fomos apreciando a linda paisagem que ia se formando com a mistura do verde da vegetação e a cor negra da areia.

Já do alto, conseguimos ver a cadeia de vulcões (Cosiguina, San Cristóbal, Telica) e a cidade de León ao fundo. Emma nos mostrou onde era a cratera do vulcão antes da última erupção e como é quente o solo. Ela explicou, também, que vapor que víamos saindo de alguns pontos significava que a pressão não estava acumulando dentro da terra, o que é muito bom.

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Passamos alguns minutos no topo, tirando fotos, curtindo a linda vista e o vento que aliviava o calor – e também criando coragem! Mas logo chegou a hora de repassar as instruções, vestir a roupa e descer o vulcão.

A descida em si é bem rápida, entre um e dois minutos, mas é muita adrenalina! Areia e pedrinhas voam para todos os lados, enquanto você tenta se equilibrar na prancha e controlar a velocidade. Eu (Thais) escorreguei para o lado duas vezes, mas não me machuquei; já o Rafael desceu de uma vez só e curtiu tanto que queria ir de novo! Sorte que o Quetzaltrekkers oferece a possibilidade da segunda descida.

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Todos que queriam descer novamente comeram um lanchinho e seguiram com o Tom para refazer a trilha de 40 minutos . Eu fui junto para experimentar uma outra aventura: a corrida pelo vulcão. Desci a pé, correndo, os 728 metros, enquanto minha perna afundava até o meio da canela e uma quantidade absurda de areia e pedras entravam pela minha bota.

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A sensação, no fim, foi uma mistura de muita satisfação e um pouco de cansaço. Vencemos! Seguimos, então, para a entrada do parque, para comer um burrito e voltar para a cidade.

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